sexta-feira, 5 de julho de 2013

O SAGRADO E O PROFANO

     Curiosidade. Parte essencial da natureza humana. Ela é parcialmente responsável pelo progresso científico, arquitetônico, médico, social, etc., e isso se deve, em grande parte a homens e mulheres que não se contentaram com respostas prontas do tipo "é a vontade de Deus" e "tem coisas que não cabe ao homem saber", mas que buscaram respostas para suas dúvidas ao invés de ficar conjeturando e discutindo o sexo dos anjos, tendo de enfrentar muitas e diversas dificuldades, e por vezes até encararam a morte ao defenderem suas ideias, suas visões particulares do mundo e de seu funcionamento, da própria vida.
     Se não houvessem homens corajosos como Martinho Lutero, que discordava dos ensinamentos e da exploração da ignorância do povo pela toda-poderosa Igreja Católica, será que hoje teríamos o privilégio de poder ler a Bíblia Sagrada a hora que tivermos vontade?
     Há um sem número de dúvidas que afligem o cristão moderno, algumas sendo coisas de pouca importância, mas que, devido á falta de conhecimento do povo, acaba virando um monstro que assombra e confunde, enquanto que outras se tratam de coisas verdadeiramente sérias, e que pelo mesmo motivo, acaba sendo tratado como algo sem importância.
     Em Romanos 12:1 o apóstolo Paulo nos fala sobre culto racional, ou seja, PENSADO, e não sendo como guiado apenas pelo Espírito ou, em muitos casos, pelo "espírito", por nossas emoções, nossas superstições. Se Deus nos deu a capacidade de pensar, é lógico pensar que ela deve ser usada, que essa é a vontade do Senhor, caso contrário Ele não nos teria dotado de inteligência. Assim sendo, é perfeitamente normal que tenhamos dúvidas, e que quando algo nos aflige por não termos uma resposta satisfatória, queiramos uma resposta que explique e esclareça, satisfazendo, dessa forma, nossa curiosidade, assim como nosso desejo de saber e conhecer mais de Deus, de Seu mundo e de Sua vontade para nossas vidas, tanto individual, particular, como pública, no mundo, família e na Igreja.
     É comum termos, dentro da Igreja, pessoas que fazem ou deixam de fazer certas coisas por medo de errar, e tamanho é esse medo que não perguntam por receio de pecar, pois creem que essa dúvida é falta de fé; no entanto, a Palavra de Deus diz que o que fazemos, devemos fazê-lo com fé, pois aquele que fizer algo sem fé, peca, mas como saber discernir entre o certo e o errado se guardar a dúvida para si próprio?
     Muitas pessoas são iludidas e ludibriadas porque tem tantas dúvidas, e tamanho é o seu desconhecimento da Palavra, que se deixa levar por pessoas que mostram saber um pouco mais, mas que, na verdade, são guiadas, em sua maioria, por "achismos" e por soberba, crendo que, por estarem mais tempo no evangelho, devem saber e podem, por isso, mandar mais.
     Sempre haverá aqueles prontos a acusar e julgar sem sequer pensar no que estão dizendo, e há muitas pessoas ocupando "cargos" para os quais não estão preparados. Existem muitos homens e mulheres carregando o título de pastores sem, no entanto, terem o chamado pastoral. É isso mesmo. Não basta ter "trocentos" anos de igreja, conhecer versículos bíblicos e saber falar bem. Para ser pastor, é preciso ter o chamado de Deus, pois isso é um dom, e não uma posição social dentro da Igreja. É necessário que o "pastor" saiba pastorear o seu rebanho, pois se alguém se auto intitula pastor, mesmo que tenha recebido a unção de outro pastor, isso não significa que a tenha recebido dos céus e, certamente, sua igreja poderá ruir, ou se arrastar e prejudicar vidas ao longo de sua tortuosa história. Eu já vi ambas as coisas acontecendo, e não é algo bonito de se ver. As pessoas ficam com medo de sair de determinada denominação sem a bênção do pastor, ou pensa que deve acatar a tudo o que seu líder diz por ser ele um "homem de Deus", quando na verdade, sabe tanto quanto você, e as vezes até menos.
     Não cabe a nós julgarmos, pois há apenas um Juiz. Nós fomos postos por testemunhas. Agora, no entanto, não para testemunharmos algo, o que só faremos quando do julgamento do mundo, mas para servirmos de exemplo, de testemunho, para que, ao verem nosso comportamento e mudança de vida depois de nos achegarmos a Deus, outros desejem ter e se sentir o que temos e sentimos.
     Quando o Senhor escolheu o povo que viria a ser conhecido como judeus, era essa a Sua vontade, mas o povo não compreendeu, e se afastou dos demais, não porque Deus o proibira, pois quando era de seus interesses, eles desobedeciam às ordens do Senhor, mas os judeus se tornaram uma nação soberba, crendo serem melhores, superiores aos outros por serem o povo escolhido, mas a vontade de Deus era que eles servissem de testemunho para as outras nações e elas, assim, se convertessem.
     Essa é uma das consequências da falta de conhecimento da Palavra de Deus, por isso é tão importante estudar a Bíblia Sagrada. Não no intuito de destrinchá-la, de encontrar segredos escondidos, falhas ou descobrir quando o fim virá, pois isso tudo é inútil, mas para aprender mais da vontade de Deus para as nossas vidas. Nossos deveres e direitos como cristãos e como exemplos que devemos ser.
     De nada vale buscarmos unicamente a nossa salvação se desprezamos o nosso próximo. Muito se engana quem pensa o contrário.


E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;
Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,
Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.

Efésios 4:11-14
Fonte:

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

OS PROFETAS DO FIM DO MUNDO

Este é um assunto que não me interessa muito. Prefiro assistir ou mesmo ler ficção escapista a perder meu tempo discutindo o sexo dos anjos.
A verdade é que a nossa limitada imaginação não consegue conceber um Ser que sempre existiu e cuja Vontade é capaz de criar o que quer que Ele queira apenas dizendo "Faça-se".
Por nunca termos "visto" Deus, Ele é, na maioria das vezes, ainda que nos recusemos a admitir, um conceito abstrato e subjetivo, ou seja, uma ideia que cada indivíduo interpreta segundo sues crenças e visão de mundo.
Compreender diferentes costumes e  expressões idiomáticas de culturas diferentes já é um desafio hercúleo para a maioria das pessoas, em qualquer lugar do mundo. Como, então, compreender conceitos como vida eterna, quando sabemos que pessoas morrem todos os dias? Como podemos aceitar a ideia da criação da vida pela vontade de Deus, quando nos reproduzimos sexuadamente? Como compreender o Amor de Deus, quando somos tão propensos à ira, à inveja, à discórdia e à injustiça?
Vivemos numa era onde a tecnologia é aceita, e dela desfrutamos, sem questionar ou querer entender como funciona. Hoje, em meio a tablets, smatrphones e internet, o desinteresse à Palavra de Deus cresce na mesma medida em que as pessoas desperdiçam seu precioso tempo em frente a monitores de computador.
Mas com todo esse avanço tecnológico, uma coisa permanece inalterada: a Natureza Humana.
Com todo o conhecimento adquirido e armazenado ao longo dos séculos, não importando se a pessoa é iletrada ou professor de alguma universidade, uma característica ainda é inerente à nossa natureza: superstição.
Desde que era criança eu ouço falar no "Fim do Mundo". Não sei quantas previsões houveram, mas, como você mesmo pode constatar, elas falharam.
Não é novidade pregadores do evangelho que se perderam no meio do caminho e arrastaram multidões em seu rastro de loucura, levando muitos à morte e, quem sabe, à perdição eterna.
Nos anos 70 e 80, a Igreja Evangélica brasileira pregava continuamente contra a idolatria, prática comum no catolicismo e muito difundida e aceita em todo o país, principalmente nas regiões mais carentes.
O final dos anos 90 e início dos anos 2000 testemunharam um avivamento jamais visto em solo brasileiro, revelando inúmeros pregadores e suas formas inusitadas de interpretar e pregar a Palavra, assim como um novo e vigoroso "louvor", com bandas, conjuntos e cantores solo despontando no cenário evangélico nacional e internacional. Foi um avivamento que alcançou milhões de pessoas ao redor do mundo e, de repente, ser "evangélico" era "cool". De protestantes, nos tornamos populares. E isso não é exatamente positivo, mas é história para outro post.
Com todo esse crescimento, tanto mundial como local, ;não foi suficiente para mudar aquela pequena característica acima citada, ou seja, nós continuamos supersticiosos.
O foco da idolatria foi transferido de ídolos de barro para as estrelas em ascensão, fossem pastores, bispos apóstolos, cantores, conjuntos ou bandas, e essa prostração é algo perigoso, não pelas atitudes desses homens e mulheres, pois eles, em sua maioria, estão cumprindo seus deveres honradamente, mas são apenas homens e mulheres, com limitações e necessidades como todos nós, mas a sua posição de autoridade confere-lhes poder e influências muito grandes sobre uma quantidade enorme de pessoas, e isso não pode ser tratado levianamente, pois muitos confiam cegamente em seus líderes, o que é errado, tanto pessoal como biblicamente falando.
Nós, pregadores do Evangelho, somos portadores da Verdade, não donos dela. Nós devemos repassar e obedecer os ensinamentos de Cristo, e não distorcê-los segundo nossa vontade.
Existem, assim como sempre existiram, profetas do fim do mundo aterrorizando as pessoas com histórias sobre a besta, sua marca e surgimento, envolvendo altas autoridades da Igreja Católica, chips e outras baboseiras. Não se espante, mas isso não é nenhuma novidade. As teorias aram as mesmas nos anos 70, mas a bola da vez era o famigerado CÓDIGO DE BARRAS que, segundo os "entendidos", seria tatuado na mão ou na têmpora direita, ou em ambas. Hoje, o vilão é o CHIP. Alguém já ouviu falar em nanotecnologia? Existe a ideia de injetar robôs microscópicos auto replicantes em nossa corrente sanguínea, capazes de reparar tecidos danificados, mas que poderiam ser usados contra nós, inclusive como localizadores.
T´certo, isso são só fantasia e teorias locas de escritores de ficção científica. Exatamente como foi o chip na fase áurea do código de barras.
A tecnologia avança e evolui, e nós não podemos prever todas as suas futuras utilidades e aplicações.
Uma coisa é certa: sempre haverá pessoas espalhando o medo, sejam elas bem ou mal intencionadas, mas nós, cristãos evangélicos devemos nos ater apenas aos ensinamentos da Bíblis, que deve ser sempre a única bússola do crente.
As coisas descritas e profetizadas acontecerão conforme está escrito, e de nada vale se desesperar, ficar de olho nos últimos acontecimentos na tentativa de prever o que virá. Se quer tanto saber o que está por vir, leia a Bíblia, mas não pense que poderá se preparar, pois, como eu já mencionei acima nossa imaginação é limitada. Além disso, quem poderia mudar o que Deus disse?
O que tiver que acontecer, certamente acontecerá, mas mantenha-se em oração e busque a santidade, que Deus, nosso Pai e Senhor, cuidará de nós, de tudo.
E se aparecer outro profeta do apocalipse dizendo que o mundo vai acabar em 13/13/2013, lembre-se que, além de não existir mês 13, Jesus disse que viria como um ladrão na noite. Ninguém , NINGUÉM sabe o dia da volta de Cristo, a não ser O Pai.
Se você crê na Bíblia, aceite esta verdade e viva em paz, preocupando-se em espalhar o evangelho da Salvação a todos quantos precisarem, pois isso, sim, é importante.


sábado, 19 de janeiro de 2013

AQUILO QUE NOS FAZ PENSAR, E AQUILO QUE NOS FAZ AGIR.

Acabei de assistir a o filme "Os Homens de Preto 3". Legal, né? Bão, no geral, eu gostei do filme, mas teve uma parte, particularmente sem grande importância para a trama, mas que me fez refletir, e lembrar.
A minha infância não foi fácil, mas não posso reclamar, pois, graças a Deus, eu sempre ia dormir de barriguinha cheia, enquanto muitos não tiveram a mesma sorte.
Comecei a trabalhar cedo, me casei cedo, e as dificuldades se multiplicaram. Na minha juventude, nos anos 80 e 90, eu sentia orgulho do rock nacional, porque tínhamos músicas cômicas, mas inteligentes, e críticas, por que o jovem era contestador. Nas igrejas evangélicas, que na época não ostentavam essa alcunha, pregava-se o temor a Deus, e o Seu Amor, e as promessas eram principalmente, de salvação e vida eterna.
Tudo era muito difícil, as coisas custavam muito caro. Conseguir comprar um LP do seu cantor ou banda preferida já  era um motivo de comemoração, e quem não podia se dar a esse luxo, tinha de e contentar, quando fosse possível, em gravar uma música do rádio, muitas vezes cortando a introdução, ou o fim, isso quando não gravávamos a voz do locutor ou a vinheta da rádio. Mas, por mais patético que isso possa parecer, não deixava de ser uma conquista. LP's, compactos e fitas K7 eram guardados com o maior cuidado, já que haveria uma imensa dificuldade em conseguir repor o material.
Hoje, com a Internet, pode-se baixar milhões de músicas e armazená-las em CD's, DVD's, HD's portáteis, pen drives e no próprio computador, e reproduzidas em aparelhos de DVD, MP3, computadores e celulares.
De certa forma, tudo ficou mais fácil.
No trecho do filme acima referido, o Agente J, interpretado por Will Smith, volta ao passado para ajudar seu parceiro, o Agente K, representado por Tommy Lee Jones, que faz a versão do presente, e por Josh Brolin, que faz a versão mais nova do personagem, no final dos anos 60, na tentativa de salvar a terra de uma invasão alienígena após a alteração do passado. É, é meio confuso, mas enfim, assim que chega ao passado, J precisa pegar um elevador, e dá de cara com um homem branco, que o olha com espanto e medo. Logo após sair do prédio, J rouba um carro para encontrar a versão mais nova de K, e logo é abordado por policiais, pois um "homem daquela etnia" não teria condições de dirigir um carro daqueles nem de usar o terno que estava usando.
Piadas a parte, ainda hoje existe preconceito racial, mas, assim como a maioria dos preconceitos existentes em uma sociedade, ele é velado, mascarado por piadas e brincadeiras.
A maioria das músicas de hoje só falam de sexo, disfarçando o tema em declaração de amor, cantadas por jovens que descobriram o sexo de forma errada, inconsequente e cedo demais.
É difícil criticar algo quando os próprios valores da sociedade perderam o valor, e quando já não conseguimos confiar nem mesmo naquele irmão que se senta ao nosso lado, nos cultos de domingo. Ou mesmo nas pessoas que sobem nos púlpitos para falar de Deus.
Nos dias atuais, qualidades como verdade e honestidade conferem a uma pessoa não o status de "pessoa decente", mas de "potencial pato", "otário a vista" ou de um grande mentiroso.
Há muito pelo que lutar, mas a mesquinhez se espalhou como uma praga, contagiando a todos.
Os negros não lutam mais por direitos iguais. As mulheres não lutam por um tratamento digno.O povo não exige seus direitos. E pessoas dispostas a ajudar os necessitados são cada vez mais raras.
Mas quando vemos as barbaridades perpetradas pelo ser humano contra seus iguais, quando "mendigos" desfrutam de um padrão de vida mais elevado que de seus doadores, fica difícil censurar alguém por desenvolver um sentimento de desprezo pelos outros. Não dá pra sentir algum estímulo em ajudar quem não quer ser ajudado. Porém...
Independente do nosso estado de espírito, a Palavra manda que preguemos o evangelho a toda a criatura, mas o aceitar não cabe a quem está pregando, e sim ao que está ouvindo. Nós fomos levantados para que nossa vida sirva de testemunho para o mundo, sendo assim, devemos compreender que não cabe a nós julgar ou tentar enfiar na porrada a Palavra na cabeça das pessoas. O seu comportamento é muito mais importante do que o que você fala, pois se ambos estivem de acordo, sua vida será um exemplo a ser seguido, e terá o respeito dos outros, mas se seus atos contradizem suas palavras, conserte-se, por que, caso contrário, é melhor que as pessoas nem saibam que você é evangélico, para que não se escandalizem.
Se você se diz crente, então deve obedecer, mesmo sendo difícil, pois nós devemos fazer aquilo em que cremos, respeitar nossas próprias crenças. Agora, se você afirma crer na Palavra de Deus, mas faz o contrário...
Nós temos sim, muito pelo que lutar, e o seu pior inimigo não é, como você quer crer, o capeta. Não. O seu pior inimigo é você próprio.
Os demônios podem tentar de tudo para que você perca as bênçãos que Deus tem reservado para sua vida,
mas se permanecer firme e fiel, no tempo certo colherá os frutos de sua fidelidade ao Senhor, mas basta que escolha sair da vontade de Deus para a sua vida, que tudo dá errado. As tentações vem, mas cabe a você escolher o caminho em que deve andar.
Lutas? As teremos sempre. Nossas armas? Oração. Constantemente. Nosso escudo? A Palavra de Deus.
Não desista nunca, não importa o quanto pareça difícil. Quando escolheu crer que Jesus Cristo é o Filho de Deus e nosso único salvador, você recebeu o poder de ser feito filho de Deus, e Deus é Pai Amoroso que cuida e nunca abandona seus filhos.

"CREIA E SERÁ SALVO TU E TUA CASA."
Mas não esqueça: crer significa obedecer.
Deus seja louvado.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

DINGOBEL, DINGOBEL, ACABÔ O PAPEL.

Mais um ano que se foi, mais reuniões onde familiares e amigos se encontram para "confraternizar".
Em muitos casos, há realmente um certo nível de união, de amizade e até de amor, mas na maioria dos casos, esses encontros anuais servem apenas para fomentar mais brigas e discussões. E o "mais" significa que essa já é uma prática corriqueira entre muitas famílias.
O Ser Humano é o animal que necessita de mais tempo de cuidados dos pais até alcançar um estágio de maturidade que o permita agir por conta própria. Em alguns casos, podem levar mais de 30 anos. E não, não é piada. Mas na maioria dos casos, essencialmente entre pessoas da classe baixa, as condições e situações diversas obrigam crianças a amadurecerem numa fase em que deveriam estar sendo o que são: crianças.

Quando somos jovens, tendemos a acreditar que sabemos de tudo, e que a visão de nossos pais é ultrapassada, e que eles "não sabem como as coisas são agora". Porém, o que os jovens não sabem, ainda, é que o comportamento do homem contemporâneo é o mesmo do homem de civilizações hoje extintas.
As sociedades e a tecnologia evoluíram e mudaram, mas o homem apenas adaptou seu comportamento a essas mudanças mas não evoluiu, propriamente. Ao contrário do deveria se esperar, o barbarismo e a corrupção se espalham pelo mundo como pó levado pelo vento.
Tráfico de crianças, de mulheres, de homens, seja para escravidão, escravidão sexual ou para roubo de órgãos; trabalho escravo infantil, empresários enriquecendo em cima da desgraça de nações...
A lista dos "feitos humanitários" apenas cresce.
E eu acredito que tudo isso tem origem no berço.
Há pais que se decepcionam com os filhos depois de  crescidos,, pois se envolvem com más amizades e tomam caminhos errados. Em muitos desses casos, o problema está no caráter dessa pessoa, e não há muito que os pais possam fazer.Mas na maioria dos casos, há a negligência ou mesmo incompetência dos pais em serem pais.
Quando ando pelas ruas, eu vejo meninas das mais variadas idades, de sete, treze, quinze anos, desfilando "vestidas" com roupas insinuantes, até mesmo se "pegando" com meninos, às vezes na mesma faixa de idade, às vezes bem mais velhos. Quando ando á noite, principalmente em fins de semana, vejo menininhas de treze anos acompanhadas de "amiguinhas" saindo pra balada. Então eu me pergunto: Que espécie de pais largam os filhos dessa maneira? Eles não sabem onde esse comportamento pode levar?
Essa geração é composta por mães jovens, despreparadas, que não tiveram o devido apoio dos pais de seus filhos. E ageração atual de jovens está se torando pais e mães ainda mais cedo.
Que estrutura essa geração tem para criar filhos, quando alguns ainda brincam de bonecas e empinam pipa?
O mundo está abandonado, a mercê do Diabo, e muitas igrejas se preocupam em pregar cura de enfermidades, prosperidade, em arrebanhar membros vazios para encher suas fileiras, enquanto o povo definha,sem esperança.
Muita igrejas organizam maravilhosas festa para comemorar o "aniversário de Jesus", enquanto seus membros carecem de uma melhor orientação espiritual.
Assim como na política, a igreja ignora, e por vezes despreza a necessidade de seus membros. Mas não sejamos injustos. Dentro da igreja há pessoas aproveitadoras, que só permanecem ali na esperança de "tirar uma lasquinha", saindo quando vê que não vai conseguir nada.
Aí deveria entrar o serviço social das igrejas. o problema é, muitas igrejas não tem sequer condições de ter um serviço social. É aí que deveria entrar em ação o discernimento do pastor. E, por muitas vezes, é aí que nos deparamos com outro problema: o "pastor" não é apto a pastorear.
Pastorado não deveria ser apenas status, pois é um chamado de Deus. Há homens que ostentam o título de pastor, mas tem o chamado de evangelista, em alguns casos porque o povo reconhece como líder apenas uma pessoa com o título de pastor, em outros, porque esse título lhe garante status e autoridade. Mas estará ele capacitado a exercer essa autoridade?
Neste curto texto foram expostos alguns problemas que assolam a igreja. Mas não a solução para eles. Isso, porque não é uma coisa simples. O Ser Humano é complexo. É preciso empenho dos líderes para sanar esses problemas, mas o povo precisa conhecer intimamente os deveres e obrigações, tanto seus como dos líderes que escolheram seguir.
Para tanto, se faz necessário conhecimento da Palavra de Deus.
E esse é apenas o início.
Nós precisamos ler a Bíblia. Hoje existe a opção da Bíblia Falada, para quem não gosta ou não sabe ler.
Mas se você não quer ser roubado nem enganado...


Atos dos Apóstolos, 17:10,11


10  E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus.
11  Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

BREVE ESTUDO SOBRE"ALIANÇA COM DEUS"

CONCLUSÃO


Desde a queda do Homem no Jardim do Éden, Deus profetizou, pessoalmente e pelas bocas de seus profetas, que enviaria um Salvador, alguém que remiria os pecados da Humanidade e nos possibilitaria voltar a ter comunhão com Ele.
Quando o Senhor, no Éden, disse à mulher que ela seria inimiga da serpente, que esta lhe morderia o calcanhar, e seria morta tendo a cabeça pisada, era uma referência ao sofrimento de Maria pela morte de Jesus na cruz, e a Sua consequente vitória, derrotando Satanás, "esmagando-lhe a cabeça". Mas eu estou me adiantando.
Deus propôs três Alianças com a Humanidade, e três vezes ela provou ser incapaz de cumpri-la. O propósito dessas Alianças sempre foram cuidar de nós e guiar-nos para os braços de Deus, mas a nossa natureza pecaminosa apenas nos afastava do Senhor, cada vez para mais longe. Então, uma vez provado (para nós) que não eramos aptos a manter uma aliança duradoura, Deus levantou Um que seria não apenas capaz de mantê-la, mas incapaz de quebrá-la. E, para isso, seria necessário um amor impossível de se encontrar neste mundo.
Deus firmou uma Aliança com Abrão, que mais tarde passou a ser chamado Abraão, e com toda sua descendência. De Abraão nasceu Isaque, e de Isaque, o seu primogênito, Esaú, e seu gêmeo, Jacó, que desde o ventre tentava superar a seu irmão.Quando adulto, Jacó trocou o direito de primogenitura com seu irmão mais velho, Esaú, que estava faminto após voltar de uma caçada frustrada, por um prato de lentilhas. Anos se passaram e, quando chegou o momento de seu pai abençoar o primogênito, que seria o líder da família após a morte de Isaque, estimulado e ajudado por sua mãe, Jacó enganou o próprio pai, velho e cego, passando-se por Esaú, recebendo em seu lugar a bênção da primogenitura.
Furioso, Esaú jurou matar a Jacó, que fugiu para a casa de seu tio materno, Labão.
Desonesto e invejoso, mas igualmente astuto e ganancioso, Labão enganou e mentiu para Jacó durante anos, até que este resolveu partir das terras do tio, saindo cheio de riquezas, duas esposas e muitos filhos. Temeroso de que a inveja de Labão causasse a sua morte, Jacó orou ao Deus de seu pai e de seu avô, que enviou sonhos a Labão, dissuadindo-o de seu mau intento.
E o medo de Jacó voltou-se agora para seu irmão Esaú. Ele então mandou todos adiante de si, e ficou no lugar onde, anos antes, quando fugia para a casa de seu tio, levantou um memorial ao Deus de Abraão e de Isaque. Durante a noite, recebeu a visita de um anjo, com o qual lutou até raiar o sol, dizendo que não largaria o anjo até que fosse abençoado, e assim, após receber a sua tão desejada bênção, foi tocado na coxa, ficando, assim, coxo, e tendo seu nome mudado para Israel, que significa 'Príncipe que lutou com Homens e com Deus e Prevaleceu"
Em sua velhice, tendo já dez filhos, teve a José, que seria vendido como escravo, por inveja de seus irmãos, e viria a interpretar os sonhos do faraó, prevendo sete anos de imensa fartura e sete da mais profunda fome. Sua sabedoria garantiu-lhe o posto de governador sobre todo o Egito, respondendo apenas ao faraó.
Sua autoridade e fidelidade possibilitaram que toda a sua família habitasse as terras do Egito, desfrutando da fartura de alimentos estocados nos sete anos de fartura.
Quatrocentos anos se passaram, e o povo de israel crescia em número, de tal forma que os egípcios temeram por sua segurança. Então, Faraó ordenou que todo filho varão fosse morto ao nascer, mas Deus enviou uma criança hebréia até a filha de Faraó. Seu nome era Moisés. Aos quarenta anos, indignado com o tratamento que seu povo recebia, ele matou um egípcio e, temendo por sua vida, fugiu para o deserto, onde viveu por quarenta anos, e constituiu família, até que Deus o chamasse do meio de uma sarça ardente, e o enviasse ao Egito, para libertar o povo de Israel, que constantemente clamava a Deus por liberdade.
Após diversos sinais e maravilhas que Deus fizera por meio de Moisés, um último sinal seria enviado, e o povo sairia do Egito, carregando riquezas, e todos os velhos e crianças, e mulheres e gado. Nada seria deixado para trás.
Então Deus ordenou ao povo que cada família se reunisse em sua casa, preparasse um cordeiro que deveria ser assado e comido até a manhã seguinte. Os cordeiro deveria ser de um ano, sem manchas, e seus ossos não poderia ser quebrados, e o que não fosse consumido, deveria ser queimado no fogo. E os umbrais das portas deveria ser aspergidos com o sangue do cordeiro, pois naquela noite o anjo da morte passaria por sobre o Egito, e entraria na casa cuja porta não estivesse marcada, e levaria todos os primogênitos, fossem filhos, pais, cães ou gado. Tomados pela dor, todo o povo egípcio ordenou aos hebreus que deixassem o Egito. E assim Deus libertou o povo de Israel da escravidão no Egito. Nesse dia foi instituída a páscoa, cujo significado em hebraico é "passagem", significando que o povo passou da escravidão do Egito para a Liberdade.
Séculos transcorreram. Israel viu momentos de glória e de vergonha. Mais de uma vez foi tomada e escravizada por nações ímpias, pois constantemente pecava contra Deus.
Israel estava agora dominada pelo Império Romano, quando Maria, uma jovem Hebréia, casada com José, um carpinteiro, concebeu um filho, sendo ainda virgem. Deus, pelo Espírito Santo, gerou nela o Seu Filho, que, já no Jardim do Éden, havia profetizado que enviaria.
Segundo estudos, na cultura judaica, a maioridade ou, a maturidade, só é alcançada aos trinta anos. Por isso o ministério de Jesus começou aos trinta.
Quando se dirigiu a João Batista para ser batizado, este disse: "Necessito eu ser batizado por ti, e vens Tu a mim?" Ao que Jesus respondeu: "Deixa por agora, pois nos convém cumprir toda a justiça." Jesus tinha trinta anos quando foi batizado por João Batista, e a partir daquele momento, até ao dia de sua morte, operou muitos sinais e maravilhas, ensinando e pregando as coisas concernentes ao Reino de Deus e a salvação da alma e. enquanto ensinava, várias vezes falou a respeito de Sua morte, primeiro por parábolas, para todo o povo, e depois, em particular para Seus discípulos, abertamente.
Quando, na noite em que seria traído e capturado, tamanha era e tensão que, enquanto orava ao Pai, Jesus transpirou sangue. Na Sua oração, em agonia, Ele pediu por três vezes ao Pai que, se possível fosse, passasse dEle esse cálice. Não houve resposta, e Ele foi capturado covardemente, humilhado publicamente, açoitado, espancado, escarnecido...
E tudo isso no prazo de aproximadamente três dias, e não algumas horas.
Finalmente, veio o dia da crucificação. Mais humilhação, mais açoites, mais sofrimento. Seu corpo havia ultrapassado os limites de sofrimento humanamente suportáveis, mas Ele permaneceu firme, até o fim.
Par surpresa dos soldados, Ele morreu antes do esperado. A pedido dos sacerdotes, os soldados quebraram as pernas dos criminosos que foram crucificados com Jesus, para acelerar a morte, pois a festa da páscoa estava chegando, mas quando foram quebrar as pernas de Jesus, constataram que estava morto. Então o soldado furou-Lhe o lado, e saiu sangue e água.
Jesus não havia morrido. Ele havia dado a sua vida em sacrifício pela nossa salvação. Nele não havia pecado. Ele era justo. Ele era o Cordeiro do sacrifício, sem mácula, e seus ossos não foram quebrados. Como ordenara Deus.
Ele cumpriu toda a justiça. Ele cumpriu a Aliança. Nele nós alcançamos a salvação, nossas enfermidades foram saradas, somos abençoados e, Nele, todos quantos crermos que Jesus é Filho de Deus, recebemos o poder de sermos feitos filhos de Deus.
Nenhum de nós seria capaz de cumprir a Aliança com Deus e, sabendo disso, Ele enviou Seu único filho para morrer POR VOCÊ.
Você consegue imaginar o quanto é importante para Deus? O quanto Ele te ama?
Todas essas Alianças foram feitas no intuito de nos resgatar, mesmo Deus sabendo da nossa incapacidade de seguir adiante. Apenas Jesus poderia cumprir tão importante Aliança, e nem a morte pode contê-lo, pois nEle não havia pecado.
Jesus venceu. Por amor de nós. E nEle somos mais que vencedores.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

BREVE ESTUDO SOBRE "ALIANÇA COM DEUS"


TERCEIRA PARTE PARTE.



No início da longa e tortuosa história da Humanidade, enquanto nossos ancestrais mostravam o quão mesquinhos e egoístas nós podemos nos tornar, Deus mostrava quão grande e incompreensível é o Seu Amor por nós. O Senhor nos ofereceu, por duas vezes, a oportunidade de sermos protegidos e cuidados por Ele,  através de Alianças que firmara, primeiro com o Homem, Adão, e posteriormente com a família de Noé, mas ambos foram incapazes de manter essa Aliança.
Mas Deus, em Seu infinito Amor e Sua longanimidade, nos deu ainda uma nova chance.
Mais uma vez o tempo passou, e novamente a iniquidade se espalhou sobre a terra.
O Homem foi criado para andar com Deus, para ser amado por Ele e para adorá-Lo, mas na a sua iniquidade o afastou do Senhor. Porém, em seu âmago, um imenso vazio consumia a sua alma, e os homens criaram imagens de barro, pedras e madeira.
Então, aproveitando-se da necessidade e da carência do Homem, oportunista, mentiroso e corruptor que é, o inimigo de nossas almas enviou demônios para se passar por esses deuses fabricados, que os homens passaram a servir e adorar, na expectativa de que suas preces fossem ouvidas e, com o tempo, muitas culturas passaram a sacrificar animais, crianças e virgens na vã tentativa de aplacar a fúria desses deuses feitos pelas suas próprias mãos. 
Então, vendo a direção que a Humanidade mais uma vez tomava, O Senhor escolheu um homem dentre uma nação idólatra e disse-lhe que saísse da casa de seu pai e do  meio de sua parentela, e fosse para a terra que Ele o enviasse. E o homem O obedeceu. Era o seu nome Abrão, que quer dizer "Pai das Alturas".
No entanto, Abrão levou consigo seu sobrinho Ló, que fora criado como seu irmão. A mulher de Abrão, Sarai, era estéril.
Após a saída de Abrão de Ur dos caldeus, muita cosa havia acontecido, quando Deus mudou seu nome para Abraão, que significa "Pai de Multidões", e prometeu a ele que teria um filho, e que sua descendência seria como a areia do mar, e benditas seriam todas as famílias em Abraão.
Ali, Deus firmava uma nova Aliança.
Abraão teve um filho, Isaque, que gerou a Jacó, pai de José, que tornou-se governador de todo o Egito, estando ele abaixo apenas do próprio faraó.
Antes de gerar a José, Jacó, cujo significado é algo como "enganador", foi visitado por um anjo, e lutou com ele toda uma noite, dizendo que não o deixaria partir até que fosse abençoado. Então anjo perguntou seu nome, e disse que dali em diante, se chamaria Israel, pois como príncipe lutou com Deus e com os homens, e prevaleceu, depois tocou em sua coxa, deixando-o, assim, manco.
O mundo enfrentava uma seca como jamais houvera antes, e José, com a permissão de faraó, acolheu toda a casa de seu pai, Jacó, e toda a sua fazenda, todo seu gado e todos os seus servos, que passaram a habitar as terras do Egito, sob os cuidados de José.
Quatrocentos anos se passaram, e o nome e os feitos de José foram esquecidos e, como os filhos de israel se multiplicassem grandemente, o novo faraó temeu ser usurpado, e escravizou todo o povo, que clamava ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.
Então deus, ouvindo o clamor do povo, levantou de seu meio a Moisés, profeta que libertou Israel da escravidão do Egito, e através de quem O Senhor renovou a Aliança feita gerações antes com Abraão.
Mas agora liberto do jugo egípcio, ao enfrentar a primeira adversidade, o povo blasfemou contra o Senhor e, posteriormente, quando moisés se ausentou para buscar a Presença de Deus e trazer as tábuas com os Dez Mandamentos,  fez para si um bezerro de ouro, para servirem e adorarem como seu novo deus.
A Aliança fora mais uma vez quebrada, agora por toda uma nação, que Deus havia tomado como Sua. Em muitas outras coisas e por muito tempo pecou o povo de Israel contra o Senhor. Profetas foram levantados, alguns foram honrados pelo povo, outros foram mortos, outros mais banidos, mas pela boca desses, Deus falou, ora com amor, ora com palavras de repreensão.
A nação de Israel foi dividida, tomada, destruída, reerguida. O povo se rebelou, se arrependeu, se apartou de Deus, se arrependeu novamente.
Mas nesse tempo todo, apesar da relutância do povo em servir a Deus, Deus não os abandonou.
Através da boca dos profetas, deus falou muitas e muitas vezes, prometendo um Libertador, um Salvador.
Não importava o quanto o Homem caminhasse em direção à sua própria destruição, Deus estava sempre cuidando dele, prometendo, apesar de todas as vezes que quebrara as Alianças, salvá-lo de si mesmo.
Repetidas vezes O Senhor tentou firmar Alianças com o Homem, que, por sua vez, conseguiu quebrar uma após outra. E sem muito esforço.
Mas Deus sabe o que faz. Ele sabe de todas as coisas. Haveria ainda uma última Aliança.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

BREVE ESTUDO SOBRE "ALIANÇA COM DEUS"

SEGUNDA PARTE.


Adão e Eva pecaram, desobedecendo a Deus e não assumindo a responsabilidade por seus erros, ou seja, não mostraram arrependimento e, consequentemente, não pediram perdão, o que culminou com sua expulsão do Jardim do Éden.
Constantemente, nas igrejas, ouvimos falar que Deus nos ama, que Deus É Amor, e isso nos faz pensar no porque de, apesar de tanto amor, Adão e Eva terem sido expulsos do Éden.
Deus É Amor. Mas também é Santo, e os simples conceitos dessa Santidade, da Pureza de Deus, do Seu Amor, são algo muito além da nossa capacidade de compreensão, porque a nossa natureza é maculada pelo pecado, primeiro o de Adão, e depois pelos nossos próprios, que nos afastam de Deus e de Seu propósito.
Sendo Santo, Deus não poderia conviver com um Homem pecador, até mesmo porque acredita-se que justamente por causa do pecado o Homem, agora impuro, seria consumido pela Glória de Deus, e se o Homem e a Mulher comessem do fruto da Árvore da Vida, ambos viveriam para sempre, mas condenados a pecar eternamente, apenas aumentando seus delitos, afastando-os cada vez mais e de forma irreversível do Pai, e isso Ele não podia permitir. Então, para protegê-los, expulsou-os do Jardim. Mas no momento em que a serpente era amaldiçoada, uma profecia era lançada a respeito do Salvador de toda a Humanidade.
Deus não havia desistido de nós.
O tempo passou, séculos transcorreram e a humanidade proliferou se espalhou por toda a Terra, mas se distanciou tanto de Deus que faziam coisas torpes, pois o coração do homem se tornava cada vez mais duro e cruel, e tamanha era a sua impiedade que Deus se arrependeu de ter criado o homem. E Deus decidiu por um fim na maldade da Humanidade.
Mas foi encontrado um homem justo e que temia a Deus, cujo nome era Noé, e o Senhor atentou para ele a para a sua família. Então, certo dia Deus o chamou e mandou que construísse uma arca e a enchesse com um casal de animais de todas as espécies para que sobrevivessem e repovoassem a Terra depois do dilúvio que Ele faria cair sobre toda a terra.
Nesse momento Deus firmava mais uma Aliança. A Aliança com o Homem havia falhado, pois o H 
Enquanto a arca era construída seus filhos saíram em busca dos casais de animais que seriam salvos do dilúvio, fossem eles selvagens, silvestres ou domesticados, e todos eram-lhes enviados por Deus.
Longa fora a provação de Noé, pois enquanto construía a arca, seus vizinhos, amigos, parentes, conhecidos e até estranhos zombavam dele e de sua família, mas ele perseverou e, no momento em que ficou pronta, eles encheram a arca e, após ser fechada pelo lado de fora por um anjo, o Senhor enviou dos céus chuvas como nunca se havia visto até então.
Ao ver a violência da chuva, todos que zombaram de Noé correram até a arca, em busca de socorro. O arrependimento viera tarde demais. E não é esse o arrependimento que Deus espera de nós.
O verdadeiro arrependimento faz a pessoa mudar de comportamento e abandonar os maus intentos. Esse é o arrependimento que Deus busca nas pessoas, porque que arrependimento por ter sido flagrado no ato e ter que arcar com as consequências não é arrependimento, é remorso.
Impotentes e desesperados, os habitantes da Terra viram as águas inundarem tudo, e uma coisa era certa, eles não seriam salvos. Tente imaginar quantos "se eu tivesse dado ouvidos a Noé" foram proferidos naquele dia. Quanta dor ao ver entes queridos, idosos e crianças, sendo consumidos pelas águas turbulentas. Saiba que aqueles que estão debaixo da nossa autoridade estão sujeitos às consequências de nossos atos, sejam eles bons ou maus, certos ou errados.
Após pouco mais de uma ano, Noé desceu da arca em terra firme. Um mundo livre da maldade humana se estendia diante de seus olhos, e com ele, uma nova oportunidade para a Humanidade.
Então, depois de ordenar a Noé que espalhasse os animais pela terra, o Senhor firmou com ele um pacto, de nunca mais destruir o mundo com um dilúvio, e como sinal desse pacto, para que a Humanidade não se esquecesse dele, após a chuva, um arco-íris apereceria no céu. E é assim até hoje.
Após a incapacidade de Adão em manter a Aliança com Deus, o Senhor escolheu toda uma família para firmar uma nova.
Mas Noé e seus descendentes já estavam maculados pelo pecado. Ele plantou uma videira e dela fez vinho, e se embebedou. Embriagado, saiu andando nu, diante de todos, mas seus filhos correram e cobriram-no com uma capa.
Ao despertar de sua embriaguez, Noé se irou contra seu filho mais novo, e o amaldiçoou.
Poucos dias haviam se passado, e Noé quebrou a Aliança.
Uma vez mais o homem havia falhado em manter uma Aliança com Deus.
Estaria o Senhor disposto a oferecer ao Homem mais uma oportunidade?