sábado, 31 de dezembro de 2022

"ANO NOVO, VIDA NOVA" - EXPECTATIVAS VERSUS REALIDADE

A chegada de um novo ano sempre é vista com a esperança de que as coisas irão melhorar. 

Mas o que seria este "melhorar"? E como isso poderia acontecer?
Este é justamente o ponto. Acontecer. Nada acontece sozinho. A chuva que cai do céu não cai do nada, mas faz parte de um processo longo e complexo. Tudo tem uma causa, tudo é consequência, seja de nossas ações ou de nossa inação. Das nossas escolhas. Fazer ou não fazer algo depende de uma escolha.
Fazer seu serviço bem feito ou de qualquer jeito envolve uma escolha.
Há inúmeros relatos nas escrituras de coisas que mudaram, tanto para melhor quanto para pior.
Escolher perdoar ou escolher matar?
Escolher a verdade ou o status?
Escolher satisfazer a vontade da carne ou fortalecer seu espírito?
Sabe porque tantas pessoas não gostam de trabalhar? É muito simples. Porque dá trabalho. Não costuma ser divertido. Exige esforço. Esforço para sair cedo da cama. Para aturar pessoas desagradáveis. Para controlar nossa vontade. E muito mais.
Mas crescer exije sacrifícios.
Ser livre exige sacrifícios.
Ser salvo exige tudo isso e muito mais.
Nós devemos orar e sermos gratos pelo que Deus nos proporcionou, mas não devemos nos acomodar, precisamos almejar uma vida melhor, mas devemos fazer mais que apenas desejar; devemos lutar por isso, seja estudando, aprendendo coisas novas e diferentes do que já sabemos, mudando atitudes que não funcionaram...
Mais um ano vai acabar. E mais um ano vai começar. Muitas coisas que acontecerão não dependem de você e sobre muitas você não terá controle, mas aquilo que está ao seu alcance, mude.
Ou não.
Mas entenda que é impossível ter resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa.
Você não pode jogar um pedaço de carne no óleo fervente e esperar que ele saia assado dali.
Algumas coisas você não pode mudar, mas aquelas que pode talvez você não queira, e talvez esteja justamente aí o ponto de virada.
Mas seja qual for a sua escolha, lembre-se sempre de estar sempre abaixo das bênçãos de Deus, pondo Ele sempre à frente.
Que Deus lhe conceda sabedoria e discernimento.
Feliz ano novo.
Feliz 2023.

Salmos 125

1 OS que confiam no SENHOR serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.


CTL/C-CTL/Z - COPIA E COLA DE SUCESSO É SUCESSO?

É comum vermos boas ideias sendo copiadas. Boas histórias sendo plagiadas.
Os conceitos de Superman e Batman geraram várias cópias e "homenagens".
Algumas das músicas de grande sicesso de bandas famosas são plágios.
No cinema apareceram personagens marcantes que estimularam a criação de outros memoráveis.
Em suma, "nada se cria, tudo se copia".
E isso se aplica também na Igreja. Infelizmente.
Em II Timóteo 4:1-4, Paulo adverte a seu pupilo:

2 Timóteo 4

1 CONJURO-TE, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino,
2 que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
3 Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
4 e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.

A deterioração, seguindo o curso natural, começa devagar e vai avançando lentamente, de forma quase imperceptível, sem que prestemos qualquer atenção e, quando percebemos, pode já ser tarde.
Usemos como exemplo uma porta de lata. Alguns pontos de ferrugem surgem na base da porta, mas não damos atenção porque são apenas pequenos pontos marrons, adiando o reparo indeterminadamente.
Por não darmos atenção ao problema, eles vão crescendo até o ponto de nos incomodar e tentarmos reparar o problema,  e é aí que descobrimos que a extensão dos danos era maior do que imaginávamos. Por quê? Porque a tinta encobria boa parte da deterioração.
A Igreja está se deteriorando há tempos.
No início do século XX, O pastor Essek M. Kenyon (1867-1948) plantou as sementes do que mais tarde seria chamado de Teologia da Prosperidade, que afirma que Deus, preso à sua Palavra, se vê obrigado a prover seu povo de bençãos financeiras e saúde por meio da fé e de confissões positivas. Mas ela se tornou mundialmente conhecida pelas pregações de Kenneth Hagin (1917-2003).
O sucesso de Hagin foi tamanho que, apesar das controvérsias e de toda a resistência de pastores sérios, se espalhou pelo mundo como fogo sobre mato seco.
No Brasil, um dos seus maiores representantes foi a igreja Renascer em Cristo.
Nos cultos dessas igrejas, é normal ocorrerem duas pregações, sendo a primeira chamada de ministração de dízimos e ofertas, e a segunda de "Palavra". Às vezes a "ministração de dízimos e ofertas" assume papel de maior importância ou é complementada pela segunda pregação, tendo tempo igual ou maior  ainda que a"palavra".
Mas como nada dura para sempre, a teologia da prosperidade foi perdendo a força, mas não morreu, apenas se metamorfoseou, tomando a forma do que hoje é denominada "teologia coach", que prega um deus de amor incondicional, que não aplica sua justiça, muito diferente do Deus da Bíblia.
Cretos pastores, como Rodrigo Mocelin, firmaram que as pregações de pastores coach, como Deive Leonardo, entre outros, com suas vozes doces e mensagens de consolo e encorajamento, estão anestesiando os cristãos enquanto caminham em direção à perdição.
Estas duas teologias heréticas se mantém firmes porque conquistaram a simpatia popular, mas a aceitação pública não significa que sejam corretas, como prova a troca de Jesus por Barrabás.
Elas se alastraram como praga nas igrejas que parecem ter se esquecido que sua principal função é pregar o evangelho de Jesus Cristo para salvar almas da perdição eterna.
Os ensinos da "teologia da prosperidade" contaminou um número gigantesco de igrejas, em sua maioria, pentecostais, gerando um novo movimento, o Neopentecostalismo.
Além da teologia da prosperidade, outros "fogos estranhos" permearam o seio da Igreja. Todo tipo do que chamam de "mover do Espírito", traduzido por revelações e profecias, falar em línguas no meio do culto, em alguns casos até atrapalhando a pregação, movimentos como rodopiar, pular em só pé, correr pela igreja e outras coisas mais chocantes.
É preciso enfatizar que algumas dessas coisas têm respaldo bíblico, mas não todas e não de qualquer jeito, como ocorre com frequêncica em muitas denominações.
Há alguns anos surgiram as "campanhas", que geralmente são um determinado número de cultos, na maioria dos casos, um por semana, que podem ir de três a nove semanas, podendo variar de acordo com o tema escolhido.
Não é uma doutrina bíblica, mas é baseada em interpretações equivocadas de algumas passagens bíblicas, como as sete voltas nos muros de Jericó.
Quando questionados, os pastores adeptos do método costumam afirmar que as campanhas são uma "técnica" para atrair pessoas.
Mas que tipo de pessoas?
Jesus alertou sobre o joio e o trigo. Disse que não deveríamos tentar arrancar o trigo para não acontecer de arrancarmos junto o trigo, mas as igrejas atuais estão fazendo justamente o contrário. Estão atraindo o joio e, em muitos casos, contaminando e até expulsando o trigo. Por quê?
Porque a igreja precisa estar cheia, não do Espírito Santo, mas de pessoas.
Pessoas que paguem pelo espetáculo. Pessoas que queiram participar, se sujeitando a ser "vaso", seja do "Espírito Santo" ou dos "demônios" - as palavras estão entre áspas porquen na maioria das vezes a se trata aoenas de encenação. Não importa o papel, o importante é atuar, fazer parte do show.
Mas, e a verdade? A verdade esvazia os bancos. Porque é incômoda. Porque nos desnuda diante do espelho, e a imagem que vemos de nós mesmos nos causa vergonha, nojo, até, e é infinitamente mais fácil ignorarmos nosso verdadeiro estado do que tentarmos consertá-lo. E é aí que entra a teologia coach, que prega um deus de amor, só de amor, dependente da sua pessoa, que faria de tudo para te ver feliz, inclusive perdoar seus pecados sem seu arrependimento, encaminhando, assim, muitos que se enganam, ao inferno.
Salvação? A volta de Jesus? Não precisa se preocupar, afinal tudo Isso já está incluso no pacote. É claro que as Escrituras ensinam que devemos lutar pela salvação, mas lutar dá muito trabalho e desanima as pessoas.
É preciso entender que, sem arrependimento e sem abandonar a prática do pecado, ninguém será salvo.
Para não ficar só nas minhas palavras, vejam algumas passagens dos ensinamentos do próprio Jesus:

Mateus 4

17 Desde então, começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.

Mateus 5

10 bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus;

Mateus 5

19 Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no Reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos céus.

Mateus 6

33 Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.

Mateus 18

3 e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.
 
Romanos 8

9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

Há momentos que precisamos de uma palavra de consolo, de conforto, mas constantemente precisamos ser confrontados com nossos pecados.
Esse confronfo pode te levar ao arrependimento e o arrependimento a Cristo. Mas o consolo e o conforto podem deixá-lo acomodado, despreocupado com seu estado de pecado, e a queda ocorre lentamente, como a areia de uma ampulheta.
Mas quando essa areia terminar, você estará sentado sobre ela, apreciando a beleza de viver para sempre, ou soterrado, agonizando eternamente?









terça-feira, 27 de dezembro de 2022

PEGANDO LEVE COM A HIPOCRISIA DE CADA DIA

Um dos pecados mais combatidos na Bíblia é o da hipocrisia, um assunto pouquíssimo abordado nos púlpitos das igrejas, nos dias de hoje e, quando abordado, na maioria das vezes usa-se como base a passagem de Mateus, 7:2-5:

Mateus 7

3 E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho?
4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão. 

Esta passagem nos constrange a olharmos para nossas próprias falhas com a intenção de não sermos severos no julgamento quanto aos atos ou o comportamento de outro irmão quando nós cometemos erros e, às vezes, mais graves do que aqueles que queremos corrigir nos outros. Embora esta seja a mensagem principal, muitas das pregações apelam para que não sejamos hipócritas, cobrando dos outros o que não fazemos ou corrigindo no outro um erro menor que o que cometemos, não indo muito além disto. Uma diferença sutil que passa despercebida.
Há outras passagens falando de hipocrisia, explorando vários de seus níveis.
Mas é compreensível que pouco se fale sobre hipocrisia nos púlpitos das igrejas atuais, haja visto que muitos dos pregadores preferem adoçar os ouvidos da plateia com palavras de consolo, bênçãos, prosperidade e um deus de amor desprovido de justiça, e não o verdadeiro Deus da Bíblia, que é amor, mas também justiça.
A verdade é que todos pecamos, independente de nossa idade, nossas convicções, nosso nível de conhecimento ou compreensão ou o tempo de conversão, mas admitir publicamente o quanto somos imundos para aqueles que nos olham como se fôssemos santos exige caráter e coragem, porque a audiência é exigente e a decepção pode significar uma troca de ministério, culminando na perda de membros e na queda de arrecadação de dízimos e ofertas, sem as quais fica impossível sustentar uma estrutura milionária, com templos enormes, pastores e obreiros assalariados, horários em canais de TV e rádios, etc. Sem mencionar o padrão de vida nababesco de alguns pastores.
Sim. É isso mesmo. A fé virou um negócio muito lucrativo , um sistema complexo com muitas engrenagens que precisam ser lubrificadas para permanecer rodando, e o lubrificante é o dinheiro, que é tirado mais facilmente de clientes satisfeitos.
Porém, para permanecer no complexo negócio da fé, alguns sacrifícios são necessários, então começa-se pelo que menos agrada ou que mais incomoda a plateia ávida por entretenimento, o emocionante espetáculo mais conhecido no meio evangélico como "sinais e maravilhas". Sacrifica-se, então, a verdade, afinal, ninguém gosta muito dela, mesmo.
Mas é aí que o sistema se depara com um problema: sem verdade a pregação é vazia, não convence, não prende sequer a atenção da plateia, quanto mais a própria plateia e, sem plateia, sem dízimos e ofertas, e sem dízimos e ofertas ... Entendeu, né?
Para contornar esse obstáculo, então, sem agredir a sensibilidade a plateia, utilizam-se de meias verdades, pregando coisas que agradam, que não têm aparência de mentira e que, mesmo não sendo verdade, têm um certo verniz que lhes concede algum aspecto de autenticidade.
São cegos guiando outros cegos.
Quando, entretanto, alguém tem uma pregação dura, focada no confronto ao pecado e na salvação da alma, ao invés de glorificar a Deus por ter quem deseje a salvação da igreja, alguns membros, às vezes até pastores, ficam de tocaia, esperando pegar o pregador em pecado, para envergonhá-lo publicamente, expondo  sua hipocrisia, desmerecendo, assim, não só sua pessoa, mas também sua pregação, como se isso anulasse a verdade pregada e justificasse seu próprio pecado.
Em algum momento, certamente esse pregador poderá tropeçar, não porque seja um mau caráter, mas porque é homem, porque é carne, porque, como todos e cada um de nós, anda entre o dever e o desejo, e às vezes, cedemos aos desejos, mesmo não querendo.
Mas este é um caso cada vez mais raro 
Antigamente éramos ensinados a orar para nos santificarmos, para nos consagrarmos a Deus, mas hoje ensina-se a "decretar", "profetizar " todo tipo de bênçãos e milagres, como se Deus tivesse a obrigação de atender nossas orações com base em trechos mal interpretados ou propositalmente distorcidos das Escrituras.
Então, por que pregar sobre hipocrisia?
Como pregar sobre hipocrisia sem se incriminar, sem evidenciar o obreiro fraudulento que é?
Como ensinar algo que não se aprendeu?
Como falar a verdade dura, nua e crua num ambiente mergulhado em mentiras agradáveis?
Como falar o que as pessoas precisam ouvir quando elas já se acostumaram a ouvir o que lhes agrada?
No final, tem muita gente indo à igreja para se sentir bem, para aliviar a consciência, para participar do "ré-té-té", mas o compromisso com a Palavra é um bicho em extinção.
A verdade pode ser desagradável. Geralmente é. Mas só porque você se vê obrigado a confrontar seu pecado. Mas lembre-se do que disse Jesus:
João 14

6 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

ALVO MAIS QUE A NEVE, A HIPERGRAÇA E OS "HOMENS DE DEUS"

Esta semana, em diversos canais do Youtube, influencers, pastores e teólogos discutiram as afirmações de Kleber Lucas sobre a letra do hino "Alvo Mais Que a Neve" ser racista.
Isso gerou piadas e colocou outros hinos na mira, como "O Nosso General é Cristo", fosse como piada ou tratado com ares de seriedade.
As pessoas se descabelaram com as atitudes de um homem que já vem, há muito tempo, mostrando que se afastou da verdade do evangelho, se é que alguma vez andou por esse caminho. Sei que afirmar isto pode parecer chover no molhado, mas o fato de uma pessoa passar anos, às vezes décadas, dentro de uma igreja, não significa que ela faça parte do rebanho de Cristo. Inclusive pastores. Principalmente pastores.
Eu tenho que confessar que sempre tive um pé atrás com "artistas gospel". Por quê?
Porque o púlpito não é palco, mas pode facilmente ser confundido com um.
Porque o homem busca atenção e aceitação e pode, lentamente, roubar o louvor, que pertence a Deus, para si próprio.
Porque o culto é um momento para cultuar, louvar a Deus. Não é um show. Não é para você se sentir bem. É para seu crescimento espiritual.
Isso pode não se aplicar a todos os tais artistas, mbas a Igreja não é casa de show, então tais  e artistas não deveriam se apresentar nas igrejas. Há locais apropriados para isso, você frequqntemente pracisa ser confrontado, ter seu pecado jogado na cara.
Geralmente se usa o pretexto de aproveitar a fama do cantor pra atrair um grande número de pessoas com fins evangelísticos, mas na maioria dos casos a intenção é mais mundana, mesmo. Dinheiro ou status. 
Outro tipo de "artista" ou "celebridade" são os pastores pregadores da hipergraça, que ensina que Deus é todo amor e nenhuma justiça. Ensinamentos onde o homem é o centro do coração de Deus e que, para te-lo junto a Si, Deus estaria disposto a fazer vistas grossas a seus pecados, garantindo, assim, a salvação, não só de quem aceita Jesus como Senhor e Salvador - o que significa abdicar dos desejos da carne, carregar sua cruz, obedecer a Cristo, o que significa sacrificar seus desejos - mas de qualquer um que, vivendo do modo que lhe aprazer, bastaria confessar a Jesus para garantir uma vida de bem estar e a salvação eterna. Fácil assim. Esta é uma mentira e, como toda mentira, perigosa.
Mas o que ninguém comenta é o algo que é verdadeiramente importante, e a maioria das pessoas sequer percebe isso.
Tudo isso teria lá sua relevância se fosse abordado pelo ângulo correto, mas da maneira como é tratado o assunto, não passa de mera fofoca para gerar views e engajamento, que desagua justamente em, adivinha: dinheiro e status. Mas vamos ao que viemos.
No livro de Mateus está escrito:

Mateus 9

37 Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros.
38 Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara.

Há inúmeros falsos profetas, falsos pastores e uma quantidade assombrosa de todo tipo de picaretas que se aproveitam da ingenuidade e da preguiça de pessoas cheias de fé e vazias de conteúdo, que não gostam de ler a Bíblia, pessoas imprudentes que depositam sua fé incondicionalmente em qualquer um que se apresente como um ministro de Deus, sem, contudo, buscar saber da índole do indivíduo, de suas origens, de onde veio, por onde passou, porque saiu, quais suas influências e as obras que realizou ou de que fez parte.
Embora, em muitos casos, como mecanismo de defesa, pastores se invoquem o "não toqueis nos meus ungidos", termo que não se encontra na bíblia, mas é baseada nas passagens em que Davi se recusa matar o rei Saul - um tei ungido çor Deus - que buscava tirar sua vida injustamente.
Este é um recurso muito utilizado por pessoas que não querem ser contestadas, contrariando o ensinamento de Atos 17:10, 11:
Atos 17

10 E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus.
11 Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.

 Boa parte dos pastores tidos como sérios, em especial nas igrejas pentecostais, não somente desobedecem o mandamento de Mateus 9:37, 38, como ainda impedem os obreiros de suas igrejas de trabalharem na obra, dando a estes alguma oportunidade para "trazer uma palavra" ou "dar uma saudação" de dez, quinze minutos, para dar tempo de dar oportunidade para outro obreiro fazer uso dos próximos dez, quinze minutos e assim por diante, só para dizer que os obreiros da igreja têm oportunidade de trabalhar na obra.
As pequenas igrejas pentecostais têm a liberdade de percorrerem lares, praças, ruas, sem a burocracia das igrejas de renome, mas seus líderes, geralmente homens que ostentam o título,  sem ter, no entanto, o chamado de pastor e, em muitos casos, nenhum preparo para assumir um posto de tamanha importância, aprisionam seus membros pelo medo, pela ameaça, usando ensinamentos como cobertura espiritual, conertura pastoral e negando a sua benção caso o membro queira sair de sua congregação, o que, indiscutivelmente, é errado. Sua preocupação é voltada tando para o controle que deixará de exercer sobre o ex-membro quanto a queda na arrecadação dos dízimos e ofertas, e não com a salvação da alma do referido membro, que deve ser o alvo dos verdadeiros pregadores do evangelho.
Estes auto intitulados homens de Deus, que abusam da autoridade que aconpanha o título que usam, seja pastor, bispo, apóstolo ou a última aberração da moda, fazem da igreja, que é o rebanho de Cristo, o seu gado particular.
A igreja é seu castelo. Sua família geralmente é a "família real", cujos membros são os únicos que sobem na hierarquia da instituição e têm reais oportunidades, enquanto seus obreiros são as gárgulas - aquelas estátuas que ficam sobre os muros dos castelos - que não fazem muito mais que adornar o fundo do salão, sentados em cadeiras luxuosas, usados apenas quando nenhuma das "autoridades" da "família real" estiver disponível.
O número de igrejas pregando o evangelho de Cristo poderia ser muito maior do que é atualmente, se ao líderes se deixassem ser liderados pelo Espírito Santo ao invés de usarem técnicas para atrair pessoas, como se Deus fosse incapaz de realizar tamanha proeza e precisasse de uma ajudinha de seu ingido. Faz algum sentido?
Uma coisa é verdede e não pode ser contestada, a responsabilidade de espalhar o evangelho é de todos e de cada um, pois o "Ide" é para todos, mas i que não pode ser ignorado é que nem todos têm o chamado evangelístico, nem todos são pastores, nem todos são líderes, e uma das funções de um bom líder é justamente formar novos líderes, mas muitos homens com chamado de evangelista, por uma questão de status, estão usurpando a cadeira de pastor, não cumprindo sua missão e, pior, impedindo outros de cumprirem as suas.
"A quem enviarei eu?"
Tais auto proclamados homens de Deus estão calando aqueles que anseiam responder: "envia-me a mim"
Este comportamento não é discutido. Na verdade, sequer é mencionado, seja por membros das igrejas, por suas lideranças ou por teólogos de internet, o que levanta uma questão:
Por quê?