segunda-feira, 26 de novembro de 2012

BREVE ESTUDO SOBRE "ALIANÇA COM DEUS"


TERCEIRA PARTE PARTE.



No início da longa e tortuosa história da Humanidade, enquanto nossos ancestrais mostravam o quão mesquinhos e egoístas nós podemos nos tornar, Deus mostrava quão grande e incompreensível é o Seu Amor por nós. O Senhor nos ofereceu, por duas vezes, a oportunidade de sermos protegidos e cuidados por Ele,  através de Alianças que firmara, primeiro com o Homem, Adão, e posteriormente com a família de Noé, mas ambos foram incapazes de manter essa Aliança.
Mas Deus, em Seu infinito Amor e Sua longanimidade, nos deu ainda uma nova chance.
Mais uma vez o tempo passou, e novamente a iniquidade se espalhou sobre a terra.
O Homem foi criado para andar com Deus, para ser amado por Ele e para adorá-Lo, mas na a sua iniquidade o afastou do Senhor. Porém, em seu âmago, um imenso vazio consumia a sua alma, e os homens criaram imagens de barro, pedras e madeira.
Então, aproveitando-se da necessidade e da carência do Homem, oportunista, mentiroso e corruptor que é, o inimigo de nossas almas enviou demônios para se passar por esses deuses fabricados, que os homens passaram a servir e adorar, na expectativa de que suas preces fossem ouvidas e, com o tempo, muitas culturas passaram a sacrificar animais, crianças e virgens na vã tentativa de aplacar a fúria desses deuses feitos pelas suas próprias mãos. 
Então, vendo a direção que a Humanidade mais uma vez tomava, O Senhor escolheu um homem dentre uma nação idólatra e disse-lhe que saísse da casa de seu pai e do  meio de sua parentela, e fosse para a terra que Ele o enviasse. E o homem O obedeceu. Era o seu nome Abrão, que quer dizer "Pai das Alturas".
No entanto, Abrão levou consigo seu sobrinho Ló, que fora criado como seu irmão. A mulher de Abrão, Sarai, era estéril.
Após a saída de Abrão de Ur dos caldeus, muita cosa havia acontecido, quando Deus mudou seu nome para Abraão, que significa "Pai de Multidões", e prometeu a ele que teria um filho, e que sua descendência seria como a areia do mar, e benditas seriam todas as famílias em Abraão.
Ali, Deus firmava uma nova Aliança.
Abraão teve um filho, Isaque, que gerou a Jacó, pai de José, que tornou-se governador de todo o Egito, estando ele abaixo apenas do próprio faraó.
Antes de gerar a José, Jacó, cujo significado é algo como "enganador", foi visitado por um anjo, e lutou com ele toda uma noite, dizendo que não o deixaria partir até que fosse abençoado. Então anjo perguntou seu nome, e disse que dali em diante, se chamaria Israel, pois como príncipe lutou com Deus e com os homens, e prevaleceu, depois tocou em sua coxa, deixando-o, assim, manco.
O mundo enfrentava uma seca como jamais houvera antes, e José, com a permissão de faraó, acolheu toda a casa de seu pai, Jacó, e toda a sua fazenda, todo seu gado e todos os seus servos, que passaram a habitar as terras do Egito, sob os cuidados de José.
Quatrocentos anos se passaram, e o nome e os feitos de José foram esquecidos e, como os filhos de israel se multiplicassem grandemente, o novo faraó temeu ser usurpado, e escravizou todo o povo, que clamava ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.
Então deus, ouvindo o clamor do povo, levantou de seu meio a Moisés, profeta que libertou Israel da escravidão do Egito, e através de quem O Senhor renovou a Aliança feita gerações antes com Abraão.
Mas agora liberto do jugo egípcio, ao enfrentar a primeira adversidade, o povo blasfemou contra o Senhor e, posteriormente, quando moisés se ausentou para buscar a Presença de Deus e trazer as tábuas com os Dez Mandamentos,  fez para si um bezerro de ouro, para servirem e adorarem como seu novo deus.
A Aliança fora mais uma vez quebrada, agora por toda uma nação, que Deus havia tomado como Sua. Em muitas outras coisas e por muito tempo pecou o povo de Israel contra o Senhor. Profetas foram levantados, alguns foram honrados pelo povo, outros foram mortos, outros mais banidos, mas pela boca desses, Deus falou, ora com amor, ora com palavras de repreensão.
A nação de Israel foi dividida, tomada, destruída, reerguida. O povo se rebelou, se arrependeu, se apartou de Deus, se arrependeu novamente.
Mas nesse tempo todo, apesar da relutância do povo em servir a Deus, Deus não os abandonou.
Através da boca dos profetas, deus falou muitas e muitas vezes, prometendo um Libertador, um Salvador.
Não importava o quanto o Homem caminhasse em direção à sua própria destruição, Deus estava sempre cuidando dele, prometendo, apesar de todas as vezes que quebrara as Alianças, salvá-lo de si mesmo.
Repetidas vezes O Senhor tentou firmar Alianças com o Homem, que, por sua vez, conseguiu quebrar uma após outra. E sem muito esforço.
Mas Deus sabe o que faz. Ele sabe de todas as coisas. Haveria ainda uma última Aliança.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

BREVE ESTUDO SOBRE "ALIANÇA COM DEUS"

SEGUNDA PARTE.


Adão e Eva pecaram, desobedecendo a Deus e não assumindo a responsabilidade por seus erros, ou seja, não mostraram arrependimento e, consequentemente, não pediram perdão, o que culminou com sua expulsão do Jardim do Éden.
Constantemente, nas igrejas, ouvimos falar que Deus nos ama, que Deus É Amor, e isso nos faz pensar no porque de, apesar de tanto amor, Adão e Eva terem sido expulsos do Éden.
Deus É Amor. Mas também é Santo, e os simples conceitos dessa Santidade, da Pureza de Deus, do Seu Amor, são algo muito além da nossa capacidade de compreensão, porque a nossa natureza é maculada pelo pecado, primeiro o de Adão, e depois pelos nossos próprios, que nos afastam de Deus e de Seu propósito.
Sendo Santo, Deus não poderia conviver com um Homem pecador, até mesmo porque acredita-se que justamente por causa do pecado o Homem, agora impuro, seria consumido pela Glória de Deus, e se o Homem e a Mulher comessem do fruto da Árvore da Vida, ambos viveriam para sempre, mas condenados a pecar eternamente, apenas aumentando seus delitos, afastando-os cada vez mais e de forma irreversível do Pai, e isso Ele não podia permitir. Então, para protegê-los, expulsou-os do Jardim. Mas no momento em que a serpente era amaldiçoada, uma profecia era lançada a respeito do Salvador de toda a Humanidade.
Deus não havia desistido de nós.
O tempo passou, séculos transcorreram e a humanidade proliferou se espalhou por toda a Terra, mas se distanciou tanto de Deus que faziam coisas torpes, pois o coração do homem se tornava cada vez mais duro e cruel, e tamanha era a sua impiedade que Deus se arrependeu de ter criado o homem. E Deus decidiu por um fim na maldade da Humanidade.
Mas foi encontrado um homem justo e que temia a Deus, cujo nome era Noé, e o Senhor atentou para ele a para a sua família. Então, certo dia Deus o chamou e mandou que construísse uma arca e a enchesse com um casal de animais de todas as espécies para que sobrevivessem e repovoassem a Terra depois do dilúvio que Ele faria cair sobre toda a terra.
Nesse momento Deus firmava mais uma Aliança. A Aliança com o Homem havia falhado, pois o H 
Enquanto a arca era construída seus filhos saíram em busca dos casais de animais que seriam salvos do dilúvio, fossem eles selvagens, silvestres ou domesticados, e todos eram-lhes enviados por Deus.
Longa fora a provação de Noé, pois enquanto construía a arca, seus vizinhos, amigos, parentes, conhecidos e até estranhos zombavam dele e de sua família, mas ele perseverou e, no momento em que ficou pronta, eles encheram a arca e, após ser fechada pelo lado de fora por um anjo, o Senhor enviou dos céus chuvas como nunca se havia visto até então.
Ao ver a violência da chuva, todos que zombaram de Noé correram até a arca, em busca de socorro. O arrependimento viera tarde demais. E não é esse o arrependimento que Deus espera de nós.
O verdadeiro arrependimento faz a pessoa mudar de comportamento e abandonar os maus intentos. Esse é o arrependimento que Deus busca nas pessoas, porque que arrependimento por ter sido flagrado no ato e ter que arcar com as consequências não é arrependimento, é remorso.
Impotentes e desesperados, os habitantes da Terra viram as águas inundarem tudo, e uma coisa era certa, eles não seriam salvos. Tente imaginar quantos "se eu tivesse dado ouvidos a Noé" foram proferidos naquele dia. Quanta dor ao ver entes queridos, idosos e crianças, sendo consumidos pelas águas turbulentas. Saiba que aqueles que estão debaixo da nossa autoridade estão sujeitos às consequências de nossos atos, sejam eles bons ou maus, certos ou errados.
Após pouco mais de uma ano, Noé desceu da arca em terra firme. Um mundo livre da maldade humana se estendia diante de seus olhos, e com ele, uma nova oportunidade para a Humanidade.
Então, depois de ordenar a Noé que espalhasse os animais pela terra, o Senhor firmou com ele um pacto, de nunca mais destruir o mundo com um dilúvio, e como sinal desse pacto, para que a Humanidade não se esquecesse dele, após a chuva, um arco-íris apereceria no céu. E é assim até hoje.
Após a incapacidade de Adão em manter a Aliança com Deus, o Senhor escolheu toda uma família para firmar uma nova.
Mas Noé e seus descendentes já estavam maculados pelo pecado. Ele plantou uma videira e dela fez vinho, e se embebedou. Embriagado, saiu andando nu, diante de todos, mas seus filhos correram e cobriram-no com uma capa.
Ao despertar de sua embriaguez, Noé se irou contra seu filho mais novo, e o amaldiçoou.
Poucos dias haviam se passado, e Noé quebrou a Aliança.
Uma vez mais o homem havia falhado em manter uma Aliança com Deus.
Estaria o Senhor disposto a oferecer ao Homem mais uma oportunidade?