quinta-feira, 21 de junho de 2012

O CERTO E O ERRADO

Certo e errado. o Bem e o Mal. Esses são conceitos subjetivos que, ironicamente, dividem nossos pensamentos e, por vezes, guiam nossas ações. E justamente sua subjetividade cria situações e levanta questões das mais simples às mais complexas, não deixando espaço para respostas simples ou definitivas.
O que é certo para alguém pode ser considerado errado para outrem. Coisas óbvias como roubar, matar ou adulterar são unanimemente consideradas erradas, mesmo por quem as pratique, mas até a mentira, censurada biblicamente e tida como obra do Diabo, levanta questões e deixa dúvidas sobre a gravidade de seu uso.
Há igrejas que condenam o uso da televisão, outras estendem a proibição à internet. Certo ou errado, o fato é que a proibição não apenas não impede o fiel de pecar, como cria uma nova categoria de tentação. O crente não deve ser proibido de ter ou usá-las, mas deve ser orientado a filtrar seu conteúdo.
Então eu pergunto: de que adianta a autoridade da igreja proibir o uso disso ou daquilo, alegando que é para a "sua salvação", quando a Bíblia ensina que não são os atos, mas as intenções por trás deles, que o condena?
Não cabe a esta ou àquela igreja, ou a qualquer pessoa investida de autoridade eclesiástica, decidir o que você deve ou não fazer, o quê ou como se vestir, que música ouvir, pois não somos os donos da verdade, apenas mensageiros dela, e não fomos postos como juízes, mas como testemunhas.
Não é dever de ninguém ditar ordens, alegando o que for, dando permissão ou proibindo disso ou daquilo. Eu não posso simplesmente obrigá-lo a ser salvo. Essa é uma escolha, uma decisão e uma luta que cabe apenas a você.
Um dos assuntos mais abordados nos últimos meses diz respeito à "orientação sexual" das pessoas, levando a debates sobre ser certo ou não o casamento gay e, consequentemente, a adoção de crianças por um "casal" gay.
Isso é certo? Isso é errado? Qual a influência de um casal desses sobre a mente de uma criança? Como ela desenvolverá seus conceitos morais? Poderá ela também se tornar homossexual quando crescer?
Mas há ainda outras questões. Onde e como ela vive agora? Ter um pai e uma mãe garante uma vida estável e saudável? E quanto às crianças que sofrem abusos dentro das próprias casas, às vezes até pelo próprio pai?
Quando você se apressa em julgar e condenar, tem a mesma presteza em ajudar, ou mesmo apenas oferecer ajuda a crianças que vivem situações como essas?
Como você pode facilmente notar, não existem respostas fáceis para perguntas como estas. E esse foi apenas um exemplo. Existem inumeráveis situações, incontáveis perguntas, cujas respostas dependem do contexto, e estar dentro ou fora da situação não facilita chegar a uma decisão sábia e justa. Uma coisa persista: o mais fraco e inocente sempre sofre.
E, apenas pra lembrar, embora a Bíblia condene o homossexualismo, ela não taxa os homossexuais de inimigos, pois os nossos inimigos são o Diabo e seus anjos.
Certa vez, uma mulher pra quem eu trabalhava me encheu a paciência por causa da minha roupa. "Ai, eu não gosto de preto!" E eu, "educadamente" respondi: "Então, não use!"
Viu como é simples? Se não te serve, não use; se você não gosta ou não concorda, respeite a opinião do outro. Caso ele esteja fazendo algo errado, cabe a você, com amor e cuidado, aconselhá-lo e procurar mostrar, com tato, que está errado, e como e quanto pode se ferir, ou aos que o cercam. Em último caso, leve o assunto a autoridade da sua igreja, sem alarde. Aí, se o sujeito quiser continuar no caminho em que estava, as consequências serão de responsabilidade dele, assim como foi a escolha.
Não devemos praticar a hipocrisia. Antes de julgar alguém, coloque-se no lugar dessa pessoa e se imagine na situação em que ela se encontra, e pense no que faria, que decisão tomaria. Ou então, pense que em alguma coisa, você certamente está errando.
Eu, por exemplo, tenho grande facilidade com linguagem escrita, mas encontro grande dificuldade em matemática.
Ninguém sabe de tudo. Ninguém tem todas as respostas. Se alguma pessoa se acha tão perfeita, tão justa, fica as perguntas: Por qual motivo é que ainda não foi arrebatada? Porque não está assentada ao lado de Deus?
Lutemos pela Palavra e pelo seu cumprimento, e não entre nós.

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